02 DE SETEMBRO

Os Mártires da Revolução Francesa durante o Massacre de Setembro

 

Bem-aventurados Congregados Marianos:

  • Charles-François Le Gué;

  • Claude-Antoine Raoul Laporte;

  • Claude Cayx-Dumas;

  • Renato Maria Andríeux;

  • Francisco Jacinto Le Livec;

  • Vicente José Le Rousseau.

 

Meditação

Há momentos na história em que a fé deixa de ser apenas uma prática tranquila e passa a exigir uma escolha. Os mártires do Massacre de Setembro viveram precisamente uma dessas horas.

Eram homens formados na fé, muitos deles ligados às Congregações Marianas desde os colégios jesuítas. Alguns haviam assumido responsabilidades de direção. A Congregação, portanto, não foi para eles apenas uma lembrança da juventude ou uma atividade paralela: foi uma escola de fidelidade que ajudou a formar homens capazes de permanecer com Cristo quando permanecer com Cristo significava perigo.

É fácil declarar-se católico quando ninguém nos contradiz. É fácil usar sinais religiosos quando eles não custam nada. A verdadeira prova, porém, aparece quando a fidelidade exige coragem.

Também o Congregado Mariano de hoje enfrenta perseguições, embora frequentemente diferentes das perseguições físicas. Há o ridículo, a pressão cultural, o medo de parecer antiquado, a tentação de esconder as próprias convicções e a preguiça espiritual que nos leva a silenciar.

Os mártires de setembro perguntam-nos:

Minha pertença à Congregação Mariana modificou realmente a minha vida?

Somos Congregados apenas quando estamos entre Congregados? Ou também na família, no trabalho, na universidade, entre amigos e diante daqueles que não compartilham a nossa fé?

Maria permaneceu junto à Cruz quando muitos haviam fugido. O Congregado Mariano é chamado a aprender com sua Mãe a permanecer.

 

Propósito espiritual

Nesta semana, não esconderei conscientemente a minha identidade cristã por medo da opinião dos outros. Procurarei dar um testemunho sereno, humilde e firme de minha fé.

 

Para meditar

“Sede fiéis nas pequenas coisas, porque é nelas que reside a nossa força.”

03 DE SETEMBRO

Bem-aventurado Antonio Ishida Kyutaku

Mártir no Japão — Sacerdote Jesuíta — Congregado Mariano na missão de Arima

 

Meditação

A história dos cristãos no Japão é uma das mais impressionantes páginas da fidelidade missionária. Antonio Ishida Kyutaku viveu numa época em que ser cristão podia significar perder tudo.

O martírio ensina-nos que existem valores pelos quais vale a pena entregar a própria vida. Mas, antes de pedir a Deus a coragem para grandes sacrifícios, devemos perguntar se somos capazes dos pequenos.

  • Somos capazes de rezar diariamente?
  • Somos capazes de cumprir um compromisso assumido?
  • Somos capazes de perdoar?
  • Somos capazes de dizer “não” ao pecado quando ninguém está vendo?

Quem não aprende a fidelidade nas pequenas coisas dificilmente estará preparado para as grandes.

A espiritualidade mariana é uma escola de perseverança. Maria não compreendeu imediatamente todos os mistérios da vida de seu Filho. Mas permaneceu. Guardou. Meditou. Esperou.

O Congregado Mariano também é chamado a permanecer.

  • Permanecer quando a oração parece árida.
  • Permanecer quando o apostolado parece não produzir frutos.
  • Permanecer quando os irmãos decepcionam.
  • Permanecer quando servir se torna cansativo.

A santidade não consiste em começar muitas vezes. Consiste em permanecer fiel até o fim.

 

Propósito espiritual

Renovarei diante de Nossa Senhora um compromisso concreto de fidelidade e procurarei cumpri-lo diariamente durante esta semana.

 

Pergunta para exame

Em que área da minha vida espiritual tenho sido inconstante?

05 DE SETEMBRO

Santa Teresa de Calcutá

Fundadora das Missionárias da Caridade — Congregada Mariana em Skopje

 

Meditação

Santa Teresa de Calcutá ensinou ao mundo que a santidade pode ser encontrada onde muitos não desejam olhar: no sofrimento, na pobreza, no abandono e na solidão humana.

Ela via Cristo no pobre.

Essa verdade deve tocar profundamente o Congregado Mariano. Não podemos amar Maria verdadeiramente sem aprender com Ela a reconhecer o sofrimento de seus filhos.

Maria não viveu isolada numa devoção sentimental. Ela foi depressa ajudar Isabel. Esteve presente em Caná quando percebeu uma necessidade. Permaneceu junto da Cruz quando o sofrimento parecia insuportável.

A verdadeira devoção mariana produz caridade.

  • Não basta amar Nossa Senhora nas imagens, se ignoramos seus filhos nas pessoas que sofrem.
  • Não basta rezar o Rosário, se somos indiferentes.
  • Não basta usar a medalha ou a fita congregacional, se o coração permanece fechado.

Santa Teresa de Calcutá convida o Congregado Mariano a procurar o “pobre mais próximo”.

  • Talvez esteja dentro de nossa própria família.
  • Talvez seja alguém que ninguém escuta.
  • Talvez seja um idoso.
  • Talvez seja uma pessoa humilhada.
  • Talvez seja justamente aquele irmão de Congregação que está se afastando.

A santidade começa muitas vezes não com grandes obras, mas com uma pergunta simples:

Quem precisa de mim hoje?

Propósito apostólico

Praticarei nesta semana uma obra concreta de misericórdia, procurando servir alguém sem esperar reconhecimento.

 

Para meditar

Maria levou Jesus ao mundo. O Congregado Mariano deve continuar levando Cristo aos lugares onde falta amor.

07 DE SETEMBRO

Os Mártires da Hungria

  • Santo Estêvão Pongracz;

  • São Marcos Crisino;

  • São Melchior Grodziecki.

 

Meditação

Estes três sacerdotes jesuítas, ligados às Congregações Marianas durante sua formação, encontraram no martírio a expressão suprema da fidelidade.

Contudo, antes de serem mártires, foram discípulos.

  • Antes de derramarem o sangue, aprenderam a rezar.
  • Antes de morrerem por Cristo, procuraram viver para Cristo.

Essa ordem é importante.

Muitas vezes admiramos os grandes santos sem desejar assumir o caminho cotidiano que os formou. Queremos a coragem dos mártires, mas não a disciplina que os preparou.

  • Queremos a santidade, mas não queremos organizar a vida espiritual.
  • Queremos frutos apostólicos, mas não queremos perseverar.

A Congregação Mariana deve ser uma escola onde o homem aprende a transformar a fé em hábito de vida.

O Congregado não deve depender exclusivamente da emoção de uma reunião ou de um retiro. Ele precisa construir uma vida espiritual sólida.

O que fazemos diariamente determina, pouco a pouco, aquilo que somos.

Maria formou Jesus na vida escondida de Nazaré. Também a nossa santidade será construída, em grande parte, nas coisas escondidas.

 

Propósito espiritual

Organizarei melhor esta semana a minha vida de oração, estabelecendo horários concretos para a oração pessoal e procurando ser fiel a eles.

 

Pergunta

Minha vida espiritual depende apenas do entusiasmo ou possui disciplina?

09 DE SETEMBRO

São Pedro Claver

Missionário na Colômbia — “Apóstolo dos Negros” — Congregado Mariano em Barcelona

 

Meditação

São Pedro Claver fez uma escolha radical: decidiu aproximar-se daqueles de quem muitos se afastavam.

Na sociedade em que viveu, encontrou seres humanos tratados como mercadoria. Diante dessa desumanização, escolheu reconhecer neles a dignidade de filhos de Deus.

O Congregado Mariano deve aprender com ele a combater toda forma de indiferença.

Não podemos permitir que preconceitos, comodidades ou interesses nos impeçam de reconhecer Cristo nos outros.

Pedro Claver não esperou que os sofredores fossem até ele.

Ele foi ao encontro deles.

Essa é uma lição fundamental para o apostolado congregacional.

Uma Congregação que espera sempre que as pessoas venham procurá-la pode tornar-se confortável demais. O espírito missionário exige movimento.

  • É preciso visitar.
  • Convidar.
  • Escutar.
  • Aproximar-se.
  • Servir.

O Congregado Mariano deve perguntar:

A quem estou disposto a ir?

Talvez o apostolado que Deus espera de nós esteja justamente numa realidade que evitamos.

Maria, Mãe da Igreja, é também Mãe de todos os povos. A verdadeira espiritualidade mariana amplia o coração.

 

Propósito apostólico

Procurarei aproximar-me de alguém que habitualmente permanece à margem ou que eu tenho dificuldade de compreender.

 


10 DE SETEMBRO

Bem-aventurado Carlo Spínola

Mártir no Japão — Sacerdote Jesuíta — Congregado Mariano em Nola

 

Meditação

Carlo Spínola deixou sua terra para anunciar Cristo num país distante. Sua vocação missionária levou-o a atravessar fronteiras exteriores e interiores.

Todos somos chamados, de algum modo, à missão.

Nem todos viajarão para terras distantes. Mas todos possuem um território missionário.

  • A família pode ser território missionário.
  • O ambiente profissional pode ser território missionário.
  • A universidade pode ser território missionário.
  • A própria Congregação pode tornar-se território missionário quando existem irmãos que precisam ser reconduzidos, acolhidos ou novamente animados.

O perigo do cristão comprometido é imaginar que a missão pertence somente a especialistas.

Não.

A missão pertence à Igreja inteira.

O Congregado Mariano deve ser missionário porque Maria é missionária. Desde a Visitação, Ela leva Cristo.

A pergunta não é apenas:

“Para onde Deus quer enviar-me?”

Mas também:

“Quem poderá conhecer melhor Cristo porque me encontrou?”

 

Propósito apostólico

Nesta semana, farei um gesto concreto de evangelização: convidar alguém para uma atividade, oferecer uma palavra de fé ou testemunhar a esperança cristã.

 


12 DE SETEMBRO

Santíssimo Nome de Maria

 

Meditação

O nome de uma mãe possui uma força particular no coração de um filho.

Para o Congregado Mariano, pronunciar o nome de Maria deve ser muito mais do que repetir uma fórmula devocional. Deve ser recordar uma presença, uma pertença e uma missão.

Maria.

Ao pronunciar este nome, recordamos aquela que disse:

“Eis aqui a serva do Senhor.”

O nome de Maria recorda-nos a humildade.

  • Recorda-nos Nazaré.
  • Recorda-nos a Visitação.
  • Recorda-nos Belém.
  • Recorda-nos Caná.
  • Recorda-nos o Calvário.
  • Recorda-nos Pentecostes.

Portanto, amar o Nome de Maria significa desejar que sua vida seja reproduzida em nós.

O Congregado não deve utilizar o nome de Maria como simples identificação institucional. Devemos perguntar-nos:

O que existe de verdadeiramente mariano no meu modo de viver?
  • Há humildade?
  • Há disponibilidade?
  • Há pureza de intenção?
  • Há espírito de serviço?
  • Há fidelidade?

Invocar o nome de Maria deve ser, para nós, renovar uma decisão:

“Mãe, quero pertencer a Jesus como tu pertenceste.”

 

Propósito espiritual

Durante esta semana, invocarei conscientemente o Santíssimo Nome de Maria nos momentos de tentação, dificuldade e decisão.

 

Oração breve

Maria, Mãe e Rainha, faze que o teu nome esteja nos nossos lábios, mas sobretudo que o teu espírito esteja em nossos corações.

 


DOMINGO APÓS 08 DE SETEMBRO

Festa da Natividade de Maria

 

Meditação

O nascimento de Maria é o nascimento daquela que Deus preparou para uma missão única.

Contemplar a Natividade de Maria leva-nos a recordar que Deus trabalha longamente, silenciosamente e profundamente.

Antes de Maria dizer “sim” em Nazaré, sua vida já estava sendo conduzida pela Providência.

Também a nossa vida possui uma história que Deus conhece melhor do que nós.

  • Quantas vezes desejamos compreender imediatamente os planos de Deus!
  • Queremos saber o futuro.
  • Queremos conhecer os resultados.
  • Queremos ter certeza antes de dar o primeiro passo.

Maria, porém, ensina-nos que Deus prepara lentamente aqueles que chama.

A santidade é uma obra paciente.

  • Talvez ainda não sejamos aquilo que desejamos ser.
  • Talvez existam defeitos que combatemos há anos.
  • Talvez o nosso apostolado ainda pareça pequeno.

Mas Deus não abandonou a obra que começou.

A festa do nascimento de Maria é uma festa da esperança.

Cada Congregado pode recomeçar.

O nascimento simboliza começo.

E Deus é especialista em fazer nascer novamente aquilo que parecia morto.

 

Propósito espiritual

Farei nesta semana um recomeço concreto na área espiritual em que mais tenho falhado, sem desanimar pelas quedas anteriores.

 


15 DE SETEMBRO

Bem-aventurado Camilo Constanzo

Mártir no Japão — Sacerdote Jesuíta — Congregado Mariano em Nápoles

 

Meditação

O martírio de Camilo Constanzo recorda-nos que a fé não é um ornamento que retiramos quando se torna inconveniente.

Cristo não pediu aos discípulos uma fidelidade condicional.

O verdadeiro amor permanece.

Existe, porém, um martírio cotidiano, menos visível, mas igualmente necessário para a santidade: o martírio da própria vontade.

  • É morrer para o orgulho.
  • Morrer para a necessidade de ter sempre razão.
  • Morrer para o ressentimento.
  • Morrer para a preguiça.
  • Morrer para os pecados que queremos conservar.

Esse martírio interior talvez seja a batalha que Deus hoje pede de nós.

Não somos chamados, em primeiro lugar, a imaginar grandes sacrifícios futuros. Somos chamados a perguntar:

O que preciso morrer em mim para que Cristo viva mais plenamente?

Maria é modelo dessa entrega total. Seu “sim” não foi uma frase isolada; foi uma vida inteira.

 

Propósito espiritual

Identificarei uma atitude concreta do meu egoísmo e procurarei combatê-la durante esta semana através de um ato contrário.

 


18 DE SETEMBRO

São João Macias

Sacerdote Dominicano — Missionário no Peru — Congregado na Espanha

 

Meditação

São João Macias recorda-nos que Deus não escolhe os seus instrumentos segundo os critérios humanos de importância.

A santidade não depende de fama.

Muitos santos realizaram a maior parte de sua missão longe dos grandes centros e dos palcos da história.

O Congregado Mariano deve desconfiar da tentação de buscar importância.

Podemos transformar até o apostolado em procura de reconhecimento.

  • Queremos ser lembrados.
  • Queremos ser elogiados.
  • Queremos que nosso nome apareça.

Maria, porém, aponta para Jesus.

Essa é uma das maiores características de uma espiritualidade autenticamente mariana: não buscar ocupar o centro.

O Congregado deve aprender a trabalhar sem precisar aparecer.

  • A servir sem ser aplaudido.
  • A semear sem necessariamente colher.
  • A formar pessoas que talvez superem aquele que as formou.

A grandeza cristã está em ajudar o Reino de Deus a crescer, mesmo quando ninguém sabe quem plantou.

 

Propósito apostólico

Farei uma obra boa que provavelmente ninguém reconhecerá ou agradecerá.

 

Pergunta

Sirvo a Deus ou procuro, secretamente, ser admirado pelos outros?

19 DE SETEMBRO

Nossa Senhora da Salette

 

Meditação

Em La Salette, Maria aparece chorando.

As lágrimas de uma mãe possuem uma linguagem que o coração compreende.

Nossa Senhora chora porque vê seus filhos afastarem-se de Deus. Suas lágrimas não são expressão de desespero, mas um chamado à conversão.

O Congregado Mariano precisa aprender a olhar para o pecado com seriedade.

Vivemos numa época em que muitas vezes se procura justificar tudo, relativizar tudo e evitar qualquer palavra que recorde a necessidade de conversão.

Maria, porém, continua sendo Mãe.

E uma mãe não deixa de chamar o filho quando percebe que ele está caminhando para o perigo.

A mensagem de La Salette convida-nos a examinar a própria vida.

  • Como está a minha relação com Deus?
  • Como está minha oração?
  • Como está minha participação na vida da Igreja?
  • Como trato o domingo?
  • Como trato os sacramentos?
  • Como trato o próximo?

A verdadeira devoção a Nossa Senhora não nos permite permanecer confortavelmente no pecado.

Maria chama-nos para Jesus.

E aproximar-se de Jesus significa converter-se continuamente.

 

Propósito espiritual

Farei um exame de consciência mais sério nesta semana e procurarei preparar-me dignamente para o sacramento da Reconciliação.

 


20 DE SETEMBRO

Mártires da Coreia

  • Santo André Kim Taegon;

  • São Paulo Chong Hasang.

 

Meditação

A Igreja na Coreia possui uma história extraordinária de leigos que buscaram a fé, estudaram-na e ajudaram a transmiti-la antes mesmo de possuírem uma estrutura eclesial plenamente organizada.

Esse testemunho deve ser especialmente importante para os Congregados Marianos.

A associação leiga não existe para substituir a Igreja ou o ministério sacerdotal. Existe para formar leigos conscientes de sua responsabilidade dentro da Igreja.

São Paulo Chong Hasang e Santo André Kim Taegon recordam-nos que a fé não pode permanecer passiva.

O leigo cristão deve conhecer a fé.

  • Defendê-la.
  • Transmiti-la.
  • Vivê-la.

Uma Congregação Mariana que não forma profundamente os seus membros corre o risco de produzir apenas praticantes de atividades religiosas.

O mundo precisa de leigos santos e preparados.

O Congregado Mariano deve procurar crescer intelectualmente na fé.

É preciso estudar.

  • Conhecer a Sagrada Escritura.
  • Conhecer a doutrina da Igreja.
  • Conhecer a história dos santos.
  • Conhecer a própria espiritualidade congregacional.

Amamos melhor aquilo que conhecemos.

 

Propósito de formação

Dedicarei um tempo concreto nesta semana ao estudo da fé ou da espiritualidade mariana, procurando aprofundar aquilo em que acredito.

 


DOMINGO APÓS 14 DE SETEMBRO

Festa da Exaltação da Santa Cruz

 

Meditação

A Cruz é o grande sinal da vitória de Cristo.

O mundo vê a cruz e pensa em fracasso.

O cristão vê a Cruz e descobre o amor levado até as últimas consequências.

Para o Congregado Mariano, a Cruz possui ainda uma dimensão profundamente mariana.

Maria estava ali.

Ela não retirou Jesus da Cruz.

Não exigiu que Deus eliminasse imediatamente o sofrimento.

Permaneceu.

Isso nos ensina uma verdade difícil: amar a Deus não significa ser poupado de todas as cruzes.

A espiritualidade madura não pergunta apenas:

“Senhor, por que permites isto?”

Também aprende a perguntar:

“Senhor, como queres que eu viva esta situação contigo?”

Há cruzes que devem ser combatidas — a injustiça, a miséria, a violência e o pecado.

Mas existem cruzes inevitáveis que devem ser carregadas com fé — limitações, perdas, incompreensões e sofrimentos.

O Congregado Mariano encontra Maria ao pé da Cruz e aprende com Ela a não fugir imediatamente de toda dor.

 

Propósito espiritual

Diante de uma dificuldade concreta desta semana, procurarei evitar a reclamação inútil e oferecerei a Deus aquela situação, pedindo a graça de vivê-la com paciência e fidelidade.

 


27 DE SETEMBRO

São Vicente de Paulo

Fundador dos Padres da Missão e das Filhas da Caridade — Congregado Mariano em Toulouse

 

Meditação

São Vicente de Paulo ensina-nos que a santidade possui mãos.

Ela não permanece apenas nas intenções.

A fé verdadeira organiza a caridade.

Ele não se limitou a sentir compaixão. Criou meios para que a compaixão se transformasse em serviço concreto.

Essa é uma grande lição para a Congregação Mariana.

Não basta dizer:

“Precisamos ajudar.”

É preciso perguntar:

“Como vamos ajudar?”

O amor cristão deve possuir generosidade, mas também responsabilidade.

Uma boa Congregação não deve limitar-se à realização de belas reuniões. Ela precisa formar seus membros para enxergar as necessidades reais da Igreja e da sociedade.

São Vicente convida-nos a transformar a devoção em serviço organizado.

O Congregado Mariano deve ser alguém que pergunta:

  • Quem está necessitando?

  • O que podemos fazer?

  • Quem assumirá esta tarefa?

  • Como podemos perseverar?

A caridade não deve depender apenas do entusiasmo de um dia.

 

Propósito apostólico

Participarei ou iniciarei uma ação concreta de caridade, procurando envolver outros irmãos quando isso puder multiplicar o bem realizado.

 


29 DE SETEMBRO

Bem-aventurado Francisco de Paula Castelló y Aleu

Mártir — Congregado nas Congregações Marianas de Lérida e Barcelona — 22 anos

 

Meditação

Francisco de Paula Castelló morreu jovem.

Tinha apenas vinte e dois anos.

Isso deve falar especialmente aos jovens Congregados, mas também a todos aqueles que vivem adiando a conversão.

Quantas vezes pensamos:

“Um dia serei mais santo.”
“Quando tiver mais tempo, rezarei.”
“Mais tarde farei apostolado.”
“Depois mudarei.”

Mas a santidade não começa amanhã.

Começa hoje.

Francisco de Paula recorda-nos que a juventude não é uma desculpa para adiar Deus. É um tempo precioso para entregar-se a Ele.

Não devemos esperar envelhecer para amadurecer espiritualmente.

  • Um jovem pode ser profundamente santo.
  • Um estudante pode ser profundamente santo.
  • Um trabalhador pode ser profundamente santo.
  • Um pai de família pode ser profundamente santo.
  • Um Congregado pode começar hoje.

A morte dos mártires jovens também nos ensina que a vida não é medida apenas pela duração.

Uma vida curta pode ser imensa diante de Deus.

A questão fundamental não é:

“Quanto tempo viverei?”

Mas:

“Para quem estou vivendo?”

Propósito espiritual

Não adiarei uma decisão de conversão que já sei que preciso tomar. Escolherei hoje um passo concreto.

 


 

CONCLUSÃO DO MÊS

 

Setembro: um chamado à fidelidade

Os santos e mártires deste mês formam diante de nós uma verdadeira procissão espiritual.

Vemos:

  • homens e mulheres que permaneceram fiéis;

  • missionários que atravessaram fronteiras;

  • sacerdotes que serviram até a morte;

  • leigos que assumiram a responsabilidade pela fé;

  • jovens que não adiaram a santidade;

  • apóstolos que serviram os pobres;

  • mártires que não negaram Cristo;

  • filhos de Maria que procuraram viver plenamente o seu “sim”.

Cada um deles nos diz:

É possível ser santo.

Não necessariamente famoso.

Não necessariamente extraordinário aos olhos do mundo.

Mas santo.

Para o Congregado Mariano, a santidade deve ser compreendida como uma resposta pessoal à graça recebida.

  • Recebemos uma tradição.
  • Recebemos uma espiritualidade.
  • Recebemos exemplos.
  • Recebemos irmãos.
  • Recebemos Maria como Mãe e Rainha.

Mas tudo isso nos conduz a uma pergunta que ninguém pode responder em nosso lugar:

Que farei eu com a graça que Deus me concedeu?

Que, ao término deste mês, possamos renovar a nossa consagração e dizer:

 

ORAÇÃO FINAL

 

Santíssima Virgem Maria, Mãe e Rainha dos Congregados Marianos,

Tu que permaneceste fiel em Nazaré, em Belém, em Caná, no Calvário e no Cenáculo, ensina-nos a permanecer fiéis.

Quando tivermos medo, dá-nos coragem.

Quando estivermos cansados, dá-nos perseverança.

Quando formos tentados pelo orgulho, dá-nos humildade.

Quando encontrarmos os pobres e os sofredores, dá-nos um coração generoso.

Quando precisarmos testemunhar a fé, dá-nos fortaleza.

Quando cairmos, conduz-nos novamente a Jesus.

Faze de cada Congregado Mariano um verdadeiro discípulo de teu Filho, profundamente unido à Igreja, generoso no apostolado e perseverante no caminho da santidade.

Que os santos e bem-aventurados Congregados Marianos deste mês intercedam por nós.

E que possamos, um dia, unir-nos a eles na eterna Congregação dos santos, para louvar a Deus e honrar eternamente aquela que é nossa Mãe e Rainha.

Amém.